O acordo possível numa realidade desfavorável

AFINCA • 22 de outubro de 2015

Não foi o que os servidores queriam, mas dos males o menor.

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Assinado em 15 de outubro pelo Fórum de Ciência e Tecnologia, do qual a AFINCA é entidade signatária, o Termo de Acordo com o governo sequer cobre as perdas salariais acumuladas nos últimos anos e tampouco a inflação de 2015. Os servidores terão reajuste de 5,5% em agosto de 2016 e de 5% em janeiro de 2017. A incorporação da GDACT ao vencimento base também ficou de fora.

De positivo o Acordo assegura uma recomposição dos valores de benefícios a partir de janeiro de 2016, nas seguintes bases: R$ 458,00 de auxílio-alimentação, R$ 145,00 de auxílio-saúde e R$ 321,00 de auxílio-creche. Além disso, ficou acertado que o Fórum de C&T será convocado para debater a composição do Conselho do Plano de Carreira de Ciência e Tecnologia (CPC), visando ao aprimoramento da nossa carreira funcional.

Cabe ressaltar que estes mesmos termos fazem parte de todos os acordos fechados entre governo e as demais entidades sindicais do funcionalismo federal. A retomada de negociações com o governo deverá ocorrer a partir de março de 2017, tendo em vista que este Acordo vigorará por dois anos.

A mobilização do conjunto do funcionalismo esbarrou na pressão da mídia e da política de ajuste fiscal do governo, que propõe o corte de gastos públicos. Para enfrentar este conjunto de fatores desfavoráveis, o funcionalismo federal terá que fortalecer sua unidade e ampliar a aliança com outros setores da sociedade, sobretudo aqueles que dependem dos serviços públicos.