SBPC cobra do ministro da Saúde ações urgentes contra a COVID-19

AFINCA • 30 de abril de 2020

Em carta enviada nesta quarta-feira (29/4) ao Ministro da Saúde, Nelson Teich, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), através de seu presidente Ildeu Moreira, cobrou do Ministério da Saúde a adoção, divulgação e prática de medidas urgentes contra a pandemia de COVID-19 que se alastra pelo Brasil e já causou pelo menos 5.500 mortes.
A carta alerta que a pandemia em crescente já colapsa o sistema de saúde do país e lembra que a comunidade científica espera desde a posse do ministro, dia 17, um plano de ação para o combate direto e eficaz da COVID-19. A SBPC pede que esse plano siga as diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da comunidade científica, baseadas em isolamento de casos, distanciamento social e integração de sistemas de saúde, e contenha ações emergenciais a serem implementadas o mais rápido possível. Caso contrário, o Ministério da Saúde se limitará a informar o número de mortos.

Perguntas diretas

Na carta, a SBPC faz quatro perguntas diretas ao ministro após informar que outras práticas necessárias para o enfrentamento da pandemia não estão sendo observadas. São elas:

  • Quantas Unidades de Saúde já foram, estão sendo, ou serão contempladas com o fornecimento de respiradores que permitam salvar a vida dos doentes mais graves da COVID-19?
  • Que providências estão sendo tomadas para que haja o aumento expressivo no número de pessoas testadas para que possamos estimar o cenário epidemiológico com mais clareza e precisão?
  • O compromisso assumido de fornecimento de equipamentos de proteção aos profissionais da saúde que estão na frente do combate à COVID-19, arriscando suas vidas, está sendo cumprido com a urgência necessária?
  • Há um plano para o uso dos leitos hospitalares de modo integrado?
    A SBPC termina a carta afirmando que “a principal preocupação no momento tem que ser o respeito à vida!”. A carta é endossada pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), Sociedade Brasileira de Virologia (SBV) e mais 40 sociedades científicas. A AFINCA apoia o conteúdo da carta.

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